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Dia Internacional da Tolerância, celebrado nesta sexta-feira


Em dia mundial, UNESCO defende diversidade e faz apelo contra racismo e discriminação.

Crianças numa escola do Bronx, em Nova Iorque. Foto: Marcia Weistein_ONU.

[UNESCO]

Em mensagem para o Dia Internacional da Tolerância, celebrado nesta sexta-feira (dia 16), a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, enfatizou que a tolerância não é apenas uma virtude moral, mas também um princípio político, capaz de orientar as sociedades na luta contra o racismo e outras formas de discriminação. A dirigente enfatizou que a diversidade faz parte da humanidade e é uma força do desenvolvimento.

Azoulay também chamou atenção para desafios do atual cenário político global. “Por um lado, a globalização aproxima os Estados e os cidadãos, ao permitir uma cooperação frutífera em múltiplos domínios; por outro lado, cria desequilíbrios, alimenta medos e gera tensões”, explicou. “O populismo, o discurso de ódio e a retórica excludente prosperam na ansiedade gerada por desigualdades socioeconômicas, migração forçada, reestruturação social e desafios ambientais”, acrescentou a chefe da agência da ONU.

A dirigente disse ainda que a diversidade cultural é “uma força e um condutor do desenvolvimento. É um benefício do qual todos podemos tirar proveito, desde que aprendamos a nos entender, que possamos ver o que é universal em todas as culturas e que adotemos uma atitude de tolerância em relação ao que, a princípio, parece estranho para nós”, completou Azoulay.

Segundo a chefe da UNESCO, a tolerância “deve ser entendida como uma prontidão para respeitar e apreciar os outros, para compreender plenamente o valor de outras culturas e para reconhecer os direitos iguais inalienáveis de todos os seres humanos”.

Para promover uma cultura de respeito às diferenças, o organismo internacional realiza anualmente o Prêmio UNESCO-Madanjeet Singh para a Promoção da Tolerância e Não Violência. Em 2018, a iniciativa reconheceu a cineasta canadense Manon Barbeau, que criou um programa de estúdio de música e vídeo móvel para aumentar a conscientização sobre a riqueza das culturas e línguas indígenas. Outra vencedora da premiação foi a ONG queniana Coexist Initiative, que trabalha para defender os direitos das mulheres e combater estereótipos de gênero.

“Que tais esforços sejam uma inspiração para todos nós e um incentivo para cultivar a tolerância agora e sempre”, concluiu Azoulay.

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