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Minha incrível experiência musical no Brasil


Sarah Martin nos conta sobre sua viagem musical pelo Nordeste.

Orquestra FUNFFEC se apresentando em Teresina, no Piauí.

Sarah Martin é canadense e professora de música

Eu sou professora de alunos com necessidades especiais e autismo, mas minha primeira formação foi como violoncelista e pedagoga musical. Logo me tornei professora de música. No ano passado, eu tirei um ano sabático e passei 6 meses no Brasil – que sorte! Depois de curtir o Carnaval no Rio de Janeiro, fui para uma tranquila cidadezinha sertaneja.

Minha amiga Vanessa Rodrigues, através de sua ONG Brazil Strings, me convidou para ensinar uma turma na orquestra juvenil de cordas, a FUNFFEC, em Luis Gomes, no interior do Rio Grande do Norte. Apesar de ter poucos recursos, a orquestra estava bem-estabelecida e tocava muito bem, mas precisava de apoio pedagógico com os violoncelistas, por falta de professor.

Desde o início, senti incômodo com o conceito de ensinar a música europeia/colonizadora ao povo brasileiro; eu queria muito dar meu apoio respeitando as culturas indígenas e afro-brasileiras. Felizmente, o regente da orquestra, Leandro Oliveira, tinha a mesma preocupação. Seus arranjos eram ligados à música do Brasil nordestino, como o forró e o baião, e com alguns sambas do sul do país.

À esquerda, Sarah Martin se apresentando em Teresina, no Piauí, junto com integrantes da FUNFFEC.

Na minha quarta semana em Luis Gomes, saímos em viagem com a orquestra. Éramos 4 adultos e 23 jovens, com idade de 10 a 18 anos, e viajamos quase 2000km de ônibus, por 3 Estados. Tocamos 6 concertos em 3 cidades; e passamos 4 noites no ônibus. Tivemos uma experiência ótima – musicalmente, pessoalmente e socialmente. Tocamos numa igreja, em dois centros universitários, numa festa de quinze anos e também fizemos duas apresentações no Shopping Teresina. Eu nunca acreditei que tantas crianças e jovens pudessem ser tão bem comportados e profissionais! Foi um prazer enorme viajar, tocar, das boas risadas e conversar com eles.

Quando voltamos a Luis Gomes, uma nova turma no FUNFFEC começou. Por algumas semanas, oferecemos aulas individuais e em grupo, para iniciantes. Foi muita satisfação poder introduzir a algumas alunas o violoncelo e ouvir, em duas semanas, elas tocando juntas! Também foi muito bom poder dar aulas às violoncelistas mais experientes, aperfeiçoar a técnica delas; e fazer duas sessões da musicoterapia com um jovem com problemas graves de comportamento.

Depois de uma festa ótima na minha casa com a orquestra – no mesmo período da grande festa dos caboclos da Semana Santa – e com muitas despedidas chorosas, eu embarquei num ônibus para continuar minha jornada brasileira. Continuei a desfrutar da minha região preferida do Brasil, o Nordeste, onde fiz trabalho voluntário ensinando inglês em Salvador e Recife.

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