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Filme da semana!


Oscar consagra “A Fantastic Woman” o melhor filme em língua estrangeira.


Leandro Calado é jornalista pela Universidade Federal de Sergipe e é colunista do Jornal de Toronto

Na noite do último domingo, 4 de março, durante a 90ª edição do Oscar, a Academia consagrou o longa-metragem chileno A Fantastic Woman como o melhor filme em língua estrangeira. A produção de Sebastián Lelio escancara a utopia de que todos recebem o mesmo tratamento da sociedade, a partir da perspectiva de uma mulher transexual.

Marina Vidal (Daniela Vega), uma garçonete e aspirante a cantora lírica, vê sua vida mudar completamente quando o seu namorado Orlando (Francisco Reys) sofre uma morte súbita. O que antes era uma vida repleta de amor e sonhos se torna uma sucessão de dias difíceis. Principalmente porque a família de Orlando decide hostilizá-la para que Marina não esteja envolvida em nada relacionado ao seu falecido namorado.

A Fantastic Woman é um filme, de certa forma, desconfortável de assistir. As injustiças sofridas por Marina causam muita revolta. O equilíbrio está na excelente atuação de Daniela Vega. É admirável tamanha força perante as hostilidades sofridas pela protagonista. Isto mostra a importância da contratação de atores transexuais para a interpretação de transexuais em produções audiovisuais. As situações vividas por Marina certamente fizeram parte do crescimento de Daniela. Vega transmite com propriedade a responsabilidade da representatividade da comunidade transgênero.

Não poderia existir um título melhor para a obra. Marina é mais do que uma mulher fantástica. Ela é um símbolo da resistência. A mensagem do longa-metragem empodera minorias e provoca reflexão sobre a forma que tratamos aqueles que são diferentes de nós. A Fantastic Woman está em cartaz em cinemas selecionados em Toronto e também está disponível para compra e aluguel no Google Play.

Sobre Leandro Calado (19 artigos)
Nascido no Rio de Janeiro e nordestino de coração, Leandro Calado é jornalista graduado pela Universidade Federal de Sergipe. Em 2017, trocou o menor estado do Brasil pela imensidão de Toronto. Apaixonado pela sétima arte e cultura pop em geral, escreve semanalmente para a versão online do Jornal de Toronto, onde indica (ou não) filmes para os leitores.

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