Canadá suspende impostos em alimentação e outros itens por dois meses
José Francisco Schuster é colunista do Jornal de Toronto
O Canadá começou, em 14 de dezembro passado, um programa de suspensão de impostos (tax break) em alimentação e diversos outros itens, que se estenderá até 15 de fevereiro de 2025, por todo o Canadá. O corte do GST (imposto federal) e HST (imposto provincial), que normalmente totaliza 13%, vem bem na hora das despesas de final de ano, sempre maiores, e após o desconforto dos canadenses com a alta generalizada no custo da alimentação, que anula as boas notícias de uma inflação dentro da meta de 2% e de cinco cortes de juros este ano. O corte nos impostos inclui refeições preparadas, tanto em supermercados como em restaurantes, guloseimas (como batatas chips e doces), roupas e calçados para crianças, fraldas, brinquedos para crianças (inclusive videogames), livros, jornais, árvores de Natal e até cerveja e vinho. Itens básicos de alimentação, mesmo industrializados, já não têm impostos permanentemente.
O lançamento do programa foi realizado no dia em que entrou em vigor, em uma coletiva de imprensa realizada no supermercado Távora Foods, em Mississauga, coordenada pelo deputado federal (MP) Peter Fonseca (Mississauga East-Cooksvile), acompanhado por dois outros MPs de Mississauga, Charles Sousa (Mississauga-Lakeshore), também luso-canadense, e Iqwinder Gaheer (Mississauga-Malton). O anúncio foi feito pela ministra das Pequenas Empresas, Rechie Valdez, e pela ministra da Diversidade, Inclusão e Pessoas com Deficiências, Kamal Khera, que também é MP de Brampton West. Discursaram, prestando apoio à medida, a CEO da Restaurants Canada, Kelly Higinson, e o presidente da Távora Foods, Paulo Távora.

A ministra da Diversidade, Inclusão e Pessoas com Deficiências, Kamal Khera.
O NDP, partido que lidera a oposição, foi voto vencido em tornar o corte de impostos permanente. Os dois meses de suspensão farão com que o Canadá deixe de recolher $1,6 bilhão de dólares em impostos, mas reduz a possibilidade de uma antecipação de eleições pela popularidade da medida.

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