Mais “para quê” e menos “porquê”

Uma reflexão para o ano novo

Fonte: Pixabay.

Gui Freitas é colunista do Jornal de Toronto

Quando pensamos no porquê de uma coisa, buscamos uma justificativa. Por que tomei aquela decisão? Por que ele não me ligou? Por que estamos passando por isso? O porquê traz uma curiosidade, mas também uma necessidade de estar certo, de se autoafirmar. Ele também pode aparecer para tentar justificar uma fraqueza, uma insegurança. “Eu só agi dessa forma porque o outro agiu assim primeiro”. O porquê foca no passado. O que aconteceu antes, e que nos fez agir, ou pensar, ou sentir dessa forma.

Já o para quê nos remete ao futuro. É um propósito. Eu vou agir dessa maneira para eu alcançar meu objetivo, para eu ser mais saudável, para eu ser mais empático, para impulsionar minha carreira, para eu me sentir mais feliz. Ele traz motivação e sensatez. A ele não cabe julgamentos, nem é questionável se está certo ou errado. Ele, sim, é construído pela sua história e por seus valores, com o foco na sua luta e no caminho que você traça para atingir sua vitória.

Para 2021 desejo para mim e para vocês que tenhamos muito mais para quê do que porquê. O mundo está passando por um período desafiador. Podemos deixar o porquê para os estudiosos – ele também tem o seu valor – e vivermos o nosso para quê com leveza e sabedoria, construindo um dia de cada vez.

Sobre Gia Freitas (15 artigos)
Gia é brasileira, médica pediatra, esposa e mãe de dois filhos. Vivendo em Toronto, na eterna jornada do auto-conhecimento. Apaixonada e idealista, tem na leitura seu refúgio e na escrita sua liberdade.

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