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We will not go back


Retrocessos não serão aceitos.

Foto: Cristina Tozzi.

Rosana Entler

Os alertas de frio extremo circulavam desde o dia anterior, mas mesmo sob a sensação térmica de -21 graus centígrados (e acreditem essa era mesmo a sensação térmica), centenas de mulheres se reuniram, no dia 19 de janeiro, em frente à prefeitura de Toronto, para deixar claro que retrocessos não serão aceitos e que a luta seguirá em frente.

O movimento Women March On: Toronto foi criado em 2017 em solidariedade ao movimento organizado nos Estados Unidos, que ficou conhecido como #MeToo. Este ano, a marcha trouxe uma agenda bem mais local: denunciar o posicionamento do governo da província de Ontário em relação aos direitos adquiridos antes do início da atual gestão, cortes de financiamento governamental no sistema de saúde, retrocesso do currículo de educação sexual nas escolas, bem como ataques aos direitos civis evidentes na gestão Ford.

Os discursos nos transportaram para um tempo não muito distante, quando o desaparecimento de mulheres e adolescentes indígenas não chegavam às nossas timelines, ou quando consentimento nem fazia parte dos diálogos sobre relacionamentos. Triste é o fato de que, em pleno século 21, ainda tenhamos de lutar pela igualdade de direitos e oportunidades, de explicar que nós mulheres somos sim donas de nossos próprios corpos.

De qualquer maneira, juntamos todos os nossos motivos, individuais e coletivos, e marchamos sob frio e muita neve com uma certeza única: We will not go back.

Foto: Cristina Tozzi.

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3 comentários em We will not go back

  1. Parabéns pelo artigo, Rosana. Não temos o direito de aceitar qualquer retrocesso. Triste apenas que tenhamos que lutar incessamente para que as pessoas entendam que esses direitos são frutos de uma história de conquistas e enfrentamentos, quando a igualdade e o reconhecimento dessa deveria ser algo natural.

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  2. Parabéns! A luta continua e tem que sempre continuar. Direitos provavelmente não nos serão dados, serão sempre conquistados.

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  3. Muito bom artigo. Reto e objetivo. Tenho uma filha vivendo em Toronto há 2 anos e, muito me preocupa algumas notícias que tangem ao desaparecimento de mulheres, violência gratuita (que não vi em minhas visitas em 2012), além da crise com os “sem teto”. Me parece que Toronto especificamente está vivendo um período turbulento de crise econômica.

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