O dólar enlouqueceu?

Quem diria! Mais uma vez, a moeda americana nas principais páginas dos jornais.

Foto: Gerd Altmann.

Alexandre Rocha é economista

Quem diria! Mais uma vez, a moeda americana nas principais páginas dos jornais. Mas o que realmente está acontecendo com o dólar?

No mercado externo, atravessamos um cenário mais positivo, com a economia europeia se recuperando gradativamente e a americana mostrando muita força, principalmente no mercado de trabalho. Sendo assim, há expectativas de elevações graduais nas taxas de juros dos EUA e isso atrai capital para aquele país. Afinal, quem não quer colocar o seu suado dinheirinho em uma economia estável, segura e com juros atrativos?

Com menos oferta da moeda no mercado, é natural que as taxas de câmbio nos países sofram ajustes. Principalmente nos países chamados “emergentes”, que possuem históricos políticos e econômicos conturbados, como é o caso de Argentina, Turquia e Brasil. Sem segurança jurídica e instabilidade política o dinheiro vai à procura de terras seguras.

No mercado interno brasileiro, no último mês, a chamada “greve dos caminhoneiros”, piorou a percepção sobre o quadro fiscal no Brasil. Soma-se a falta de reformas necessárias que a economia necessita para voltar a crescer e o abismo entre os discursos dos políticos e a realidade da sociedade. O que parece é que cada partido político possui o seu próprio Show de Truman em um ambiente virtual.

O mercado não perdoa: contra as incertezas, dólar para cima e bolsa para baixo. O fato de estarmos em um ano eleitoral aumenta ainda mais a incerteza e, no curto prazo, veremos muita volatilidade. Com candidatos e discursos populistas, muitos “analistas” apontam para um dólar entre R$4,80 e R$5,50. Será? Impossível saber. Quem viver verá.

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