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Empreendedorismo Feminino – Oportunidade ou necessidade?

Foto: Retha Ferguson _ Pexels.

Débora Corsi é administradora

Quando se trata do empreendedorismo feminino, muitas questões são levantadas, pois alguns acreditam que as mulheres empreendem por necessidade, enquanto outros defendem que é pela oportunidade de independência e multiplicação de renda. As mulheres, por muito tempo, não tinham credibilidade, pois os homens não separavam a sensibilidade da responsabilidade. Em muitos países, isso ainda é assim, e as mulheres são impedidas de executarem determinadas tarefas.

A motivação pode ser por necessidade ou oportunidade; o fato é que a mulher conquistou um espaço e vem reafirmando seu poder ano após ano. O administrador de recursos humanos Idalberto Chiavenato fala que a “motivação está intimamente relacionada com as necessidades pessoais. Assim, as necessidades direcionam o comportamento daqueles que procuram satisfazer carências pessoais. Tudo o que leva a alguma satisfação dessas necessidades motiva o comportamento, isto é, provoca as atitudes das pessoas”.

A Forbes publicou em 2019 o ranking do empreendedorismo no mundo. Estados Unidos (1º), Nova Zelândia (2º) e Canadá (3º) estão no topo da lista; o Brasil aparece na 32ª posição.

Em 2022, a Mastercard divulgou os resultados da quinta edição do Índice Mastercard de Mulheres Empreendedoras (MIWE), que analisa a igualdade de gênero no mundo das empresas e do trabalho e como o empreendedorismo feminino tem progredido em 65 países – representando cerca de 82% da força de trabalho feminina em todo o mundo. Esta pesquisa mantém o Canadá em uma posição de destaque. Segundo a pesquisa, “as mulheres continuam significativamente sub-representadas em relatórios econômicos e índices sobre startups. Estados Unidos, Nova Zelândia e Canadá são os países nos quais as mulheres têm mais oportunidades, pois são economias em que a capacidade de prosperar em atividades empreendedoras é maior e, também, porque têm um acesso mais fácil a diferentes recursos, desde o conhecimento ao apoio financeiro”.

Diante de todo esse cenário, voltemos ao título deste artigo: Empreendedorismo feminino é uma oportunidade ou necessidade? A oportunidade é quando algo é favorável para a realização, e neste caso destaco três exemplos:

  1. Duplicar a renda mensal – A mulher já possui uma fonte rentável, e uma porta se abre para fazer uma segunda renda. Exemplo: Funcionária de uma distribuidora de ração que decide empreender abrindo uma loja de produtos para pets em seu bairro, conciliando o trabalho com a loja.
  2. Incentivar o filho maior de idade – Ao concluir a faculdade, a mãe deseja ajudar o filho em um negócio próprio. Ela vai trabalhar junto com ele e ambos geram renda. Exemplo: O filho se forma em engenharia e abre uma construtora específica para atender os bairros de classe C.
  3. Sair da inércia – Após a aposentadoria; filhos casados; marido trabalhando fora da cidade; pensa em empreender para ocupar a mente e manter-se socializada no mundo dos negócios. Exemplo: Uma cafeteria especializada em cafés artesanais.

Quando empreender é uma necessidade, o cenário não é romântico. Muitas mulheres, após a maternidade, para ficar com o filho ou aquelas que foram desligadas da empresa, veem no empreendedorismo uma saída. Há também situações de divórcio, doença na família ou perda do emprego… todos esses eventos podem levar a mulher a buscar um novo recurso.

Pela definição do Oxford Languages, a palavra “empreendedorismo” vem de “entrepreneur”. “Entre” (do latim “inter”) significa reciprocidade, e “preneur” (do latim “prehendere”) significa comprador. A combinação desses dois vocábulos significaria “intermediário”. Na França, significa “aquele que assume riscos e começa algo novo”.

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