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O novo point da música brasileira


Dos Balcãs ao Brasil, Drom Taberna tem se tornado referência musical em Toronto.

Fachada do Drom Taberna, na Queen St. West. Foto: Edwin Isensee.

Alexandre Dias Ramos é editor

Quando escolhemos ir a um lugar ou a outro para ouvir música, estamos fazendo algo muito importante, estamos escolhendo prestigiar determinado local ou determinado músico. E apoiar nossos músicos é contribuir para a divulgação da nossa cultura e o desenvolvimento da nossa comunidade.

Como sabemos, é muito difícil viver da música e, portanto, cada dólar recebido faz uma diferença enorme no cotidiano de um músico – cada vez mais, considerando os preços absurdos para se viver nessa cidade. Seja no valor da entrada ou em doações espontâneas, nosso dinheiro é fundamental para a sobrevivência dos vários grupos musicais que promovem o Brasil no Canadá. E tomar umas cervejas e comer uns petiscos é não só parte do nosso divertimento em sair à noite, mas também o que faz os bares continuarem existindo e apoiando quem toca neles.

O Drom Taberna, por exemplo, aquele charmoso bar na 458 Queen St. W. (esquina com a Augusta Ave.), tem sido um grande promotor da nossa cultura, e merece todo o nosso apoio. Todas as noites há música ao vivo – de bilhares de países e estilos diferentes – e a entrada é sempre gratuita. A variedade de bebidas é excelente, a comida excepcional, e o número crescente de público é também resultado do bom atendimento e calor humano de todos os que trabalham lá.

Com o chapéu na mão, Misha Artebyakin, um dos sócios, faz ecoar aos presentes seu entusiasmo em defesa dos músicos da cidade, e da importância de cada centavo para a sobrevivência daqueles que nos trazem alegria e entretenimento.

Mari Palhares e Zeca Polina, no Drom Taberna. Foto: Malu Baumgarten.

Logo que o Drom abriu, há poucos meses atrás, Tangi Ropars convidou a musicista Mari Palhares para tocar com o grupo Baobá. Desde então, o Drom tem recebido diversos artistas brasileiros, como Aline Morales, Carla Dias, Zeca Polina e Sérgio Xocolate, em shows de rock, forró, MPB, samba, maracatu, coco de roda e chorinho.

E eu não falei da frequência? Ah, o público que vai ao Drom é um capítulo à parte. Qualquer dia, qualquer hora, vale a pena fazer parte daquele lugar com paredes repletas de cartazes do Leste Europeu. Dos Balcãs ao Brasil, o Drom Taberna é onde você deverá ir esta noite.

Sobre Alexandre Dias Ramos (12 artigos)
Alexandre é editor-chefe do Jornal de Toronto, mestre em Sociologia da Cultura pela FE-USP, doutor em História, Teoria e Crítica pela UFRGS, e membro-pesquisador da Universidade de São Paulo. É editor há 20 anos e mora em Toronto, Canadá.

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