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Em Roraima, cursos ajudam a preservar línguas indígenas


No Brasil, há cerca de 300 povos e mais de 250 línguas indígenas.


[ONU Brasil / UNIC Rio]

Em 2019, a ONU comemora o Ano Internacional das Línguas Indígenas. No Brasil, há cerca de 300 povos e mais de 250 línguas indígenas.

Em Roraima, norte do país, idiomas indígenas ganham destaque no ambiente acadêmico. Fundado em 2009 para oferecer formação acadêmica e profissional aos indígenas, o Instituto Insikiran é um local de valorização das línguas e saberes, onde macuxi e wapichana, duas das nove línguas indígenas do estado, são ensinadas e aprofundadas nos cursos de extensão universitária.

O Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio) visitou a instituição para conversar com alunos e professores.

“Quando criamos o curso, o objetivo era valorizar esses conhecimentos porque percebemos que a transmissão das línguas Macuxi e Wapichana entre gerações estava fragilizada. É emocionante ver indígenas que não tiveram oportunidade de aprender em sua comunidade falando e escrevendo seu próprio idioma”, contou Ananda Machado, uma das coordenadoras do Programa de Valorização das Línguas e Culturas Macuxi e Wapichana.

Como o curso também é aberto aos não indígenas, Ananda disse que as aulas ministradas na Universidade Federal de Roraima (UFRR) também são eficazes para combater uma série de preconceitos e para conscientizar a sociedade sobre a diversidade desses povos.

Em todo o mundo, segundo a UNESCO, existem cerca de 7 mil idiomas indígenas, a grande maioria com enorme risco de desaparecer. Cerca de 97% da população mundial fala somente 4% dessas línguas, e somente 3% das pessoas do mundo falam 96% de todas as línguas indígenas existentes.

Não apenas nas universidades, mas nas escolas, professores combatem o preconceito de alunos indígenas contra a sua própria cultura. Esse esforço é parte do dia a dia do antropólogo Eliandro de Souza, que conversa com os jovens sobre a importância de aprender a língua, já que ela é uma referência da identidade indígena. “A forma como falamos e as palavras que usamos nos remetem a essa percepção. Quer conhecer a sua história, entenda um pouco a sua língua. Isso porque cada palavra está carregada de significados e esse significado é a realidade de interpretação que os povos fazem”, completou.

No site oficial do Ano Internacional, todos os envolvidos e interessados podem encontrar informações sobre os planos para celebrar o Ano Internacional, bem como as ações e as medidas a serem tomadas pelas agências das Nações Unidas, os governos, as organizações dos povos indígenas, a sociedade civil, a academia, os setores público e privado, e outras entidades interessadas. Acesse clicando aqui.

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